E eu vou pra Índia. Não parece muito tempo, 47 dias de
estada. Pessoas têm me dito que é bastante tempo, ainda mais num país tão
diferente do meu país natal, tão longe. Vou descobrir se é ou não. Provavelmente
essa minha impressão (da quantidade de tempo) vai depender do tipo de
experiência que eu terei lá. Pra saudade eu espero que seja pouco tempo. Pro
aprendizado eu espero que seja um tempo longo, bem aproveitado, e que ele não
termine (como não começou) na viagem, só se intensifique no período dela. Faz
três anos que comecei a me interessar pela Índia (primeiro com o yoga, o
hinduísmo e depois com a curiosidade científica, na faculdade). Acredito que
esse interesse perdurará e tenho quase certeza – toda a certeza que se pode ter
num mundo de infinitas possibilidades – que não será a última vez que visitarei
esse país. Estou indo viajar através de uma instituição sem fins lucrativos
(AIESEC) que promove o intercâmbio de estudantes pelo mundo, queiram eles
trabalhar de forma remunerada ou não remunerada nos países. Esses estudantes
são engajados em projetos que tem como objetivo comum e maior a troca cultural.
Eu, portanto, com a minha bagagem de mão, de vida vivida e pra viver, vou
oferecer a força de vontade e a novidade da minha juventude a uma comunidade em
Jalandhar, no Punjab, norte da Índia. Do meu lado dos objetivos, existe aquele
que permeia toda minha vida (ou espero que permeie): o do autoconhecimento, do
desenvolvimento pessoal baseado no amor, na gratidão e no respeito, e da
integração do meu eu comigo mesma e através disso, minha integração com o universo.
A Índia, eu sinto e leio e entendo, é um país que concentra conhecimento de
sobra sobre as transcendências e o sagrado, coisa que não nos falta brutalmente
no Brasil, mas na percepção do ocidente como um todo, falta. O meio para
alcançar meus objetivos através da viagem é, portanto, absorver, aprender,
observar. Estar atenta ao presente e guardar dentro de mim o que seja
significativo. Essa posição de aprendiz na filosofia indiana, é indicada como a
primeira fase da vida de todos nós, onde somos, principalmente, estudantes (sisya
em sânscrito, por isso o nome do blog) e devemos seguir nossos gurus com
disciplina obediência e calma. Espero que eu seja sisya e antevasin (aquele que
serve e acompanha seu guru) para a Índia, assim como eu sei que ela será um
sábio e generoso guru. Quem quiser acompanhar o meu caminho por aqui, é muito
bem vindo. Seja para descobrir coisas sobre esse país maluco que é a Índia ou
pra trocar ideias sobre questões mais universais, cheguem mais e preencham esse
espaço de diálogo comigo! Desejem-me bons auspícios! Shanti Shantiii

boa viaageeeem
ResponderExcluir