terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Amanhã vou-me! (e bem-vindos!)


E eu vou pra Índia. Não parece muito tempo, 47 dias de estada. Pessoas têm me dito que é bastante tempo, ainda mais num país tão diferente do meu país natal, tão longe. Vou descobrir se é ou não. Provavelmente essa minha impressão (da quantidade de tempo) vai depender do tipo de experiência que eu terei lá. Pra saudade eu espero que seja pouco tempo. Pro aprendizado eu espero que seja um tempo longo, bem aproveitado, e que ele não termine (como não começou) na viagem, só se intensifique no período dela. Faz três anos que comecei a me interessar pela Índia (primeiro com o yoga, o hinduísmo e depois com a curiosidade científica, na faculdade). Acredito que esse interesse perdurará e tenho quase certeza – toda a certeza que se pode ter num mundo de infinitas possibilidades – que não será a última vez que visitarei esse país. Estou indo viajar através de uma instituição sem fins lucrativos (AIESEC) que promove o intercâmbio de estudantes pelo mundo, queiram eles trabalhar de forma remunerada ou não remunerada nos países. Esses estudantes são engajados em projetos que tem como objetivo comum e maior a troca cultural. Eu, portanto, com a minha bagagem de mão, de vida vivida e pra viver, vou oferecer a força de vontade e a novidade da minha juventude a uma comunidade em Jalandhar, no Punjab, norte da Índia. Do meu lado dos objetivos, existe aquele que permeia toda minha vida (ou espero que permeie): o do autoconhecimento, do desenvolvimento pessoal baseado no amor, na gratidão e no respeito, e da integração do meu eu comigo mesma e através disso, minha integração com o universo. A Índia, eu sinto e leio e entendo, é um país que concentra conhecimento de sobra sobre as transcendências e o sagrado, coisa que não nos falta brutalmente no Brasil, mas na percepção do ocidente como um todo, falta. O meio para alcançar meus objetivos através da viagem é, portanto, absorver, aprender, observar. Estar atenta ao presente e guardar dentro de mim o que seja significativo. Essa posição de aprendiz na filosofia indiana, é indicada como a primeira fase da vida de todos nós, onde somos, principalmente, estudantes (sisya em sânscrito, por isso o nome do blog) e devemos seguir nossos gurus com disciplina obediência e calma. Espero que eu seja sisya e antevasin (aquele que serve e acompanha seu guru) para a Índia, assim como eu sei que ela será um sábio e generoso guru. Quem quiser acompanhar o meu caminho por aqui, é muito bem vindo. Seja para descobrir coisas sobre esse país maluco que é a Índia ou pra trocar ideias sobre questões mais universais, cheguem mais e preencham esse espaço de diálogo comigo! Desejem-me bons auspícios! Shanti Shantiii

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